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terça-feira, novembro 23, 2004
 
Depois dos blogs, fotologs e moblogs, chegou a vez dos videologs.
Ah se eu tivesse uma webcam pra aderir ao hype...

sexta-feira, novembro 12, 2004
 
Os não-eleitores de Bush pedem desculpas pelos EUA.

quinta-feira, novembro 11, 2004
 
Primeiro veio o Subservient Chicken, onde uma galinha gigante atendia aos seus pedidos numa divertida campanha online do Burger King. Depois, como era de se esperar em ano eleitoral nos EUA, apareceu a paródia política, o Subservient President. No site, de um eleitor de Kerry, um Bush fazendo exatamente o que ele sabe fazer de melhor: nada. Pode cansar de pedir.

A última novidade é o The Virtual Bartender

Faça seu pedido (em inglês) que a moça atende (Beer, Fight, Pillow, kiss, etc. Só não peça "Turn into Man" pelo bem da sua sanidade mental).

quarta-feira, novembro 10, 2004
 
pagando pela boca (ou Ashlee Vanillee)

Em recente entrevista, Ashlee Simpson, a "cantora" que é irmã da outra "cantora" pop Jessica Simpson, afirmou ser categoricamente contra a prática do playback, jurando de pé junto que jamais se utilizaria de tal artifício em sua carreira. Obviamente a jovem encontrou coro nas declarações de Elton John que criticou Madonna por dublar em seus shows e, de quebra, alfinetou Britney Spears, a outra loira-cantora-pop.

Mas Ashlee não contava com um revés na sua sorte ao gravar sua participação no Saturday Night Live do último sábado. Tudo começa quando ela é anunciada e começa uma coreografia esquisita acompanhada por seus músicos. O problema é que o operador de áudio do programa colocou outra música no lugar da combinada.

A cena que se segue é hilária: Ashlee toma um susto, olha pra todos os lados e fica com cara de besta sem saber se continua dançando ou se pára tudo de uma vez, enquanto seus músicos fingem tocar os seus instrumentos por alguns longos segundos. A voz sai no áudio e Ashlee está com o microfone longe, ainda olhando a tudo incrédula. Quando percebe que o erro é irreparável, abandona o palco enquanto o programa chama os comerciais.

Não demorou muito tempo até que começasse a sair as gozações na internet. E, como bem perceberam antes, a dancinha dela lembra muito a do Milli Vanilli.

terça-feira, novembro 09, 2004
 
O estranho mundo das amizades virtuais


Procuro manter uma saudável porcentagem no Orkut. Das pessoas de minha lista, conheço uns 85 a 90% pessoalmente (perdoem-me a margem de erro já que esta pesquisa não foi embasada por nenhum instituto de pesquisa tampouco está registrada em cartório), uma outra parte conheço de conversar no MSN (alguns, de antes do Orkut) e os poucos que sobram foram os que adicionei quando entrei por lá e, confesso, no auge da empolgação adicionei gente que não conhecia.

Tem gente que se espanta com a quantidade de pessoas na minha lista e tem também aqueles que acham que, por eu ter muitos "amigos" (entre aspas porque estão contidos amigos, conhecidos, colegas, ex-vizinhos e demais etcéteras), eu saio adicionando novas pessoas a torto e a direito.

Muita gente não sabe que meu objetivo não é me entupir de novos amigos e sim manter contato mais próximo com os amigos de sempre. Cheguei a colocar um aviso no perfil pedindo que só me adicionassem se me conhecessem e - caso não - que me mandassem ao menos uma mensagem se apresentando, mas pouca gente parece ler: sempre que acesso o Orkut, tem alguma pessoa desconhecida com aquele texto do lado: "Is Fulano your friend?". Neste momento, bate um profundo dilema moral. Não consigo clicar no "NO" por medo de magoar alguém e nem clico no "YES" porque não conheço a pessoa. Olho pra foto sorridente e nada da dúvida diminuir. Acabo deixando os nomes se acumulando nesta listinha até decidir o que fazer. Hoje à noite tinham 27.

Nas horas em que incorporo o psicólogo que existe em cada pessoa, fico tentando entender o que move uma pessoa a querer adicionar como amigo alguém que nunca viu na vida e com quem nunca trocou nenhuma palavra antes. O que faz alguém querer ser amigo de outra por um perfil que é apenas o que aquela pessoa escolheu mostrar de si? O que faz alguém querer te adicionar, mesmo quando você sabe que ela não tem intenção de manter contato com você? Não sei, mas para que vejam o absurdo, tentarei traçar analogias com exemplos da vida real.


Exemplo 1 seria eu sentado num banco ali do Open Mall e chegaria uma pessoa pra mim: "Oi, eu vi que você está lendo o Jornal que eu também leio. Posso ser seu amigo?". Nesta hora apareceria a mensagem "Is Fulano your friend?". Neste preciso momento, você tomaria conhecimento de que o Fulano se chama Fulano, mas não há tempo para perder pensando nisso: ao lado de Fulano (que está imóvel com o rosto sorridente em contra-plangé), pulsa um enorme YES e um enorme NO, com thumbs up e thumbs down no melhor estilo Circo Romano de decisão.

Outra situação seria eu sentado numa mesa de bar conversando com amigos. Em um momento qualquer, no meio de uma discussão acalorada sobre política, os rumos do País, religião ou a bunda da Juliana Paes, alguém se levantaria lá do meio do bar e chegaria do meu lado dizendo: "gostei das suas opiniões sobre este assunto! Penso assim também! Posso ser seu amigo?". Nesta hora, a mesa inteira ficaria olhando pra mim esperando que eu decidisse sobre o YES ou o NO que, repentinamente, apareceram sobre a cabeça imóvel e sorridente do meu interlocutor. E eu lá, torcendo por um Server Error pra me poupar este trabalho.

Ou seria eu, na minha casa, sentado e lendo um livro e o telefone tocaria e a voz chegaria aos meus ouvidos após atravessar o Brasil inteiro desde São Jabotoabão do Baixo Fundo: "Olá! huahuahua! Eu li um scrap seu no scrap de Fulaninha que eu também não conheço pessoalmente e quero ser seu amigo". Nestas horas, vale a desculpa de que caiu a conexão com o seu servidor. "Bad, bad server! No donut for you", eu diria às gargalhadas.

É... acho que o Orkut não daria mesmo certo na vida real.

 
Estou impressionado com os avanços na medicina odontológica.

 
Milla Jovovich e o plástico com memória

Muita gente conhece Milla Jovovich desde que esta despontou no cinema como a alienígena Leeloo em O Quinto Elemento, de Luc Besson. Filme injustamente subestimado, aliás.
O que pouca gente sabe é que Milla, quando não está enfrentando alienígenas, zumbis, mortos-vivos ou o exército inglês, se municia de sua guitarra e seu laptop e desfila sua voz suave em outro terreno. O da música.


Milla gravou seu primeiro disco aos 16 anos. O nome do disco era "Divine Comedy" e misturava influências estranhas, segundo o próprio site da moça que assim o descreve: "Acoustic, folky, and hard to categorize, the eleven songs on The Divine Comedy are laced with Slavic sadness and X-istential self-doubt". Nas palavras de Milla, o disco nasceu do "amor entre elfos e árvores mágicas". E aqui no Ceará a gente ainda fresca com a história do Marxismo-Esotérico.

Em 1999, quando ainda estava junta de Lenny Kravitz, Milla lançou uma banda, "Plastic Has Memory", onde cantava e tocava guitarra. A banda era produzida por John Frusciante e excursionou pelo circuito de casas noturnas de L.A. e N.Y. fazendo apenas 12 shows. O som já dava algumas mostras de maturidade lembrando ora Pixies e ora Portishead, com guitarras ruidosas (mas não agressivas) e uma ambientação psicodélica, com inúmeras quebras.

Neste meio tempo, Milla chegou a gravar participações em outros discos, tendo gravado "Sattelite Of Love", do Velvet Underground, na trilha do filme "O Hotel de Um Milhão de Dólares", de Wim Wenders.


Atualmente, Milla prepara uma nova incursão no mundo da música. Agora, apenas como "Milla" e pronto. As canções demo deste novo projeto se encontram no seu site pessoal e são realmente muito boas e muito bem-produzidas. O estilo remete ao de Beth Gibbons e parecem muito adequadas para qualquer chill-out.

Recomendo algumas músicas para baixar, ouvir e tirar a prova por si.


 
Hoje é 9 de Novembro. Meu último post por aqui foi no dia 25 de Fevereiro. Faz um bom tempo, acho...
Quase 9 meses, quase uma gestação foi o tempo que passei longe deste espaço.
Neste período muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, muitas experiências novas, novos projetos.
Engraçado que, ao olhar minha vida até o último post deste blog e analisá-la tal qual ela é hoje, me parece nem ser a mesma vida. Porque tanta coisa mudou e aconteceu que muito do que estava descrito sobre mim, de forma confessional neste blog, talvez nem se aplique mais.
Vou tentar ir postando aos poucos por aqui, mas adianto... nestes 9 meses, minha vida mudou anos.

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